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No dia 2 de Junho de 1992 apresentou-se publicamente em Oviedo, a segunda edição do prémio DuPont da ciência. Concorriam para este prémio os trabalhos e artigos de investigação realizados em Espanha e publicados entre o dia 1 de Janeiro e o 31 de Dezembro de 1991. Perante o sucesso obtido na primeira convocatória, e com a finalidade de promover mais ainda a iniciativa em pró da ciência, aumentou-se em um milhão de pesetas a quantia do prémio que ficou estabelecida em três milhões de pesetas.
O estudo das ciências do mar foi o tema dos trabalhos que, ao longo do ano, o júri da segunda convocatória examinou. O júri estava formado por personalidades que já actuaram como tal na primeira edição, como o seu presidente, o professor Severo Ochoa, Ángeles Álvarez, Marino Gómez Santos, Francisco Grande Covián, Santiago Grisolía, Albert W. Johnson, Andrés Pérez Masiá, Julio Rodríguez Villanueva e a incorporação pela primera vez de Benjamin Christensen, professor da San Diego State University, de Califórnia, possuidor do prémio Stephen A. Freeman ao artigo profissional mais extraordinário escrito em língua estrangeira e director dos programas internacionais "California State University Overseas Study" celebrados em Espanha.
Na noite do dia 19 de Novembro de 1992, concedeu-se o II prémio DuPont da ciência, cujo vencedor foi o geólogo e oceanógrafo Andrés Maldonado López, professor de investigação do CSIC no Instituto Andalus de Geologia Mediterrânea, pelos seus trabalhos no âmbito da geologia marinha. Também se entregou o diploma ao ganhador do ano anterior, José Barluenga Mur.
No acto não esteve presente o presidente do júri, o professor Severo Ochoa, que ainda estava em convalescência da fractura de cadeira que sofreu poucas semanas antes, nos Estados Unidos. O professor Julio Rodríguez Villanueva exerceu as funções de presidente e depois de dedicar algumas palavras carinhosas a Severo Ochoa, procedeu à leitura da decisão do júri.
Andrés Maldonado, de quarenta e três anos de idade, director da exploração espanhola na Antárctida a bordo do navio Hespérides, agradeceu à companhia de esse ano ter dedicado o seu prémio de investigação às ciências do mar e ressaltou que Espanha, apesar de ser um país marinheiro, com uma extensa costa e uma grande tradição marinheira, sempreu deu pouca importância ao mar, até à década dos anos oitenta, quando se criaram institutos e faculdades de ciências do mar e os estudos de investigação marinha começaram a ganhar importância. A única investigação marinha que se fazia em Espanha era a pesca, com grupos que realizavam trabalhos aplicados e, em muitos eram contratados no estrangeiro, para fazer informes para a Administração [...] O c omeço da investigação marinha em Espanha coincidiu com o começo do funcionamento do Programa Nacional de Investigação".
O cientista Andrés Maldonado também destacou no acto de entrega do prémio DuPont da ciência, que aquele era um reconhecimento às ciências marinhas em Espanha" ao mesmo tempo que incentiva o labor científico".
A segunda edição do prémio teve um convidado muito especial, o senhor Jack A. Krol, que na época era vice-presidente mundial da DuPont de Nemours, que aproveitou a ocasião para agradecer à comunidade asturiana a sua calorosa acolhida e afirmou: Na DuPont devemos o nosso desenvolvimento à investigação científica e ao grande valor que atribuímos à inovação [...] não vemos a inovação como um inimigo mas sim como uma maneira de olhar para a frente com segurança e, como prova disto, investimos em I+D 1.300 milhões de dólares, metade para investigação básica e a outra metade para o desenvolvimento de produtos". Jack A. Krol também assinalou que a primeira prioridade é a conservação e protecção do meio ambiente" e por isso a DuPont é a empresa mais segura do mundo, para que os nossos processos não prejudiquem o meio ambiente". Em relação aos primeiros anos de presença da companhia em Asturias, afirmou que um dos objectivos básicos era promover a sociedade asturiana, mantendo contactos com a universidade, a comunidade autónoma e com diversos sectores, porque não queremos ficar aqui cinco anos, mas sim cem, fomentando a investigação".
Prémio DuPont da ciência

© Maio 2002
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