1. DuPont Ibérica
1.1
O complexo industrial da DuPont em Astúrias
Dentro
dos planos para incrementar a sua presença industrial na União
Europeia, a DuPont decidiu desenvolver o quinto complexo industrial
europeu em Astúrias, em Novembro de 1989.
Os
factores que foram valorizados pela DuPont para tomar a decisão
de inverter em Astúrias tiveram em conta os seguintes aspectos:
-
A qualidade da sua mão de obra qualificada, que permitiria
à Companhia um crescimento baseado em profissionais
locais
-
A tradição, experiência e cultura do Principado, que
desde há mais de 100 anos conta com importantes
companhias dos sectores industriais nos que
a DuPont centra a sua actividade.
-
A colaboração das autoridades centrais e regionais,
que reconheceram a importância do projecto e a geração
de emprego e riqueza que isto iria trazer ao Principado.
-
A extensão de terreno disponível — 345 hectares —
permitirá que a empresa possa ampliar as suas instalações de
multiproduto e desenvolver uma intensa política
meio ambiental
-
A situação geográfica estratégica de Astúrias
como origem das linhas de fornecimento e foco de atracção
de empregados
-
A disponibilidade para o fornecimento de matérias primas e serviços
A
Assembleia Geral do Principado de Astúrias declarou a implantação
da DuPont no seu âmbito geográfico "de interesse
social", na Lei 1/90 de 31 de Janeiro de 1990. Em função
das condições do mercado e do desenvolvimento das instalações,
o projecto contempla um investimento de 109.000 milhões de
pesetas, que permitirá criar cerca mil postos de
trabalho directos, além de um importante número de empregos
indirectos.
Hoje
em dia, nas instalações da Companhia trabalham
cerca de 800 pessoas, entre empregados e pessoal contratado. O investimento
realizado até à data supera em muito os 100.000 milhões
de pesetas e é uma prova do compromisso da DuPont com Espanha
e a sua integração no futuro industrial e económico
de Astúrias e do nosso país.
1.1
Instalações actuais
O
parque tecnológico da DuPont Ibérica situado
no vale asturiano de Tamón, tem actualmente
quatro instalações operativas.
1.1.1.
INSTALAÇÃO DE NOMEX®
Em funcionamento
desde 1993, a planta de Nomex® foi a primeira
em construirse nas Astúrias e a segunda do mundo dedicada à fabricação
da fibra Nomex®.
Com uma inversão de mais de 217 milhões de euros,
dos quais 15% se destinou à seguridade e ao meio ambiente,
dá trabalho a mais de 200 pessoas. A planta, a rendimiento
pleno desde mediados de 1994, obteve a certificação
de qualidade ISO 9002 em Novembro do mesmo ano, e a ISO 14001,
de gerência meio ambiental, ao fim do ano 2001.
Desde o seu
desenvolvimento em 1962, a fibra Nomex® se emprega
na fabricação de tecidos ignífugos (retardantes
do fogo) já que possui excelentes propriedades têxteis,
não se derrete e só se carboniza a temperaturas próximas
aos 400ºC .
Pelas as suas
características, Nomex® se utiliza na
confecção dos trajes de bombeiros, trabalhadores
de empresas petroquímicas, siderúrgicas e pessoal
militar, entre outros.
Em 1969, os
primeiros homens que andaram sobre a Lua levavam trajes feitos
com Nomex® de DuPont. Se emprega também na fabricação
de filtros para gáses quentes, tecidos de uso industrial,
reforço de mangueiras e cintas engomadas e em isolamentos
eléctricos, dadas as suas propiedades isolantes.
1.1.2.
INSTALAÇÃO DE THF
A feitoria
de tetrahidrofurano (THF), na qual trabalham mais ou menos 80
pessoas, é a primeira planta no mundo basada numa
tecnologia nova desenvolvida por DuPont, que obteve THF a partir
da oxidação do butano.
Este desenho novo oferece benefícios meio ambientales importantes,
como a utilização eficaz de recursos naturais e a
minimização de emissões e resíduos.
Foi necessário uma inversão de 198 milhões
de euros, dos quais 12 se destinaram a medidas de seguridade y
de proteção meioambiental.
THF é um dos produtos os mais versátis de DuPont
a nível mundial e se utiliza fundamentalmente para a produção
da fibra da marca Lycra®. Também é utilizado
na fabricação de Politetrametilen eter glicol (PTMEG),
Teratano®, componente principal na produção dos
uretanos termoplásticos, assim como do copolímero
Hytrel® , o THF tem outras aplicações como dissolventes
de reacção, cintas magnéticas e cementos para
tubagens plásticas.
Lycra® é um fibra elástica nascida nos laboratórios
de DuPont em 1959 para sustituir ao látex. Este fio elástico
pode ser estirado até 600 vezes e sempre recupera o seu
tamanho inicial. A sua invenção supôs uma revolução
na vestimenta.
Hytrel® é um elastómetro termoplástico
que combina a flexibilidade das borrachas, a rigidez dos plásticos
e a facilidade para ser trabalhado dos termoplásticos.
Teratano® (Glicol-Poliéster, PTMEG) é o componente
principal na produção dos Uretanos Termoplásticos.
1.1.3.
INSTALAÇÃO DE SONTARA ®
Com uma inversão total de quase 70 milhões de euros,
iniciou a operação comercial ao fim do ano de 2000.
Nesta planta e no centro de armazenamento e transformação
do tecido não-tecido DuPont™ Sontara® trabalha
quase cem pessoas, entre as quais se inclue o grupo I+D europeu,
dedicado à investigação e o desenvolvimento
de processos e produtos novos, pessoal de operações
e de atenção a clientes europeus.
A planta, possui
a tecnologia a mais moderna de DuPont para a fabricação de tecido Sontara® e esta certificada
ISO 9001:2000 de Qualidade, e ISO 14001:1996 de Meio Ambiente,
seguindo a política meio ambiental do complexo industrial
das Astúrias. Entre 15% e 20% da inversão realizada
se destinou à seguridade e meio ambiente.
Sontara® num tecido não-tecido que se elabora mediante
um processo exclusivo de hidráulico entrelaçado com
uma tecnologia própria de DuPont na qual jorros de água
a velocidade alta “tecem” as fibras dando lugar a um
material tecido de prestações técnicas altas
valido para aplicações diversas.
Sontara® é um tecido forte e duradouro, resistente à abrasão
e aos dissolventes, que não contem adesivos nem colas, quase
não desprende pó, e é muito absorvente na água,
no azeite e nos dissolventes.
A tecnología Sontara® proporciona a resistência
do tecido, o poder absorvente do papel e um tacto suave. Molhadas,
secas o húmidas, as baetas de Sontara® substituem aos
farrapos e ao papel com uma excelente relação qualidade-preço.
No material
de DuPont™ Sontara® é idóneo
para uma gama extensa de aplicações e actividades
entre as quais se incluem panos a limpeza com dissolventes, o abrilhantado,
as limpezas de precisão em numerosas aplicações
de setores tais como: automoção, transporte, artes
gráficas; preparação de superfícies
para a pintura; equipes de ingenharia pesada; maquinaria; setor
aerospacial; equipes e componentes electrónicos; electrotecnica;
industria nuclear; industria alimentar. Tem também aplicação
en toalhinhas de consumo (secas ou húmidas); farmacêutico
e em campo médico com batas, lençóis de prestações
altas e um uso único.
Desde Asturias,
o nosso centro de fabricação, desensolvimento
e transformação de tecido não-tecido abastece
ao mercado europeu e a uma parte do mercado mundial.
1.1.4.
INSTALAÇÃO DE PROTECÇÃO DE CULTIVOS
A planta se
encontra em operação desde a primavera
do ano 2001.
A
inversão para esta planta ascende a 54 milhões
de euros e compreende uma unidade de produção transitória
e de desenvolvimento de processos na que trabalham umas 75 pessoas,
55 pessoas de modo fixo.
DuPont conta com uma experiência no setor dos fitosanitários
que o conduziu à geração de famílias
novas de produtos fungicidas e inseticidas. Para isso tem construido
nas Astúrias uma fábrica que traz a flexibilidade
suficiente para gerar vários tipos de produtos que vêm
a satisfazer uma demanda que se caracteriza pela sua estacionalidade.
Na planta se
fabricam fungicidas de última geração,
especialmente orientados à proteção de cultivos
de milho, patata e vide que permitem a sua utilização
em doses baixas e que desenvolvem uma actividade preventiva, sistémica
e curativa a prazo longo. Além disso se degradam com rapidez
o que garante um perfil compatível com o meio ambiente.
Estas mesmas
qualidades são aplicaveis aos inseticidas
que se fabricam desde o fim de ano de 2003 nas mesmas instalações
e que ajudam aos agricultores a erradicar pragas de lepidópteros.
A planta de Astúrias fabrica um produto intermédio
(não princípio ativo) para a síntese de uma
molécula inseticida também descoberta e elaborada
por Dupont.
Esta molécula inseticida oferece aos agricultores uma tecnologia
nova para controlar as pragas de insetos lepidópteros e
outros insetos, basada em:
1. Proteção sobressalente do cultivo
2. Modo novo de ação para controlar as pragas as mais resistentes
3. Niveis altos de seguridade para o aplicador e o meio ambiente
1.1.5.CENTRO
EUROPEU DE SERVIÇOS FINANCEIROS
O que em Novembro
de 1996 começou como um projeto piloto
de centralização para DuPont em Europa, cresceu progressivamente
até converter-se numa realidade.
Ao fim do ano
97 finalizou com um êxito grande este primeiro
projeto piloto com a centralização do departamento
de Contas a Receber, reduzindo-se num 50% os custos associados
a dito processo devido em parte à aplicação
de processos de melhoramento continuo assim como à implantação
de tecnologias novas.
O êxito deste primeiro projeto permitiu a DuPont continuar
adiante com a implantação nas Astúrias do
Centro de Serviços Financeiros.
Durante estos anos, outros departamentos contaveis têm sido
centralizados como: Custos, Fornecedores, Intercompanhias, Preços
de Transferência, Informações de Gastos de
Viagem, Capital Fixo, Tesouraria...
O Centro de
Serviços Financeiros de DuPont nas Astúrias
controla as actividades contaveis transacionais de 9 Subsidiárias
europeias (França, Reino Unido, Holanda, Alemanha, Bélgica,
Luxemburgo, Itália, Suíça e Espanha).
Desde Astúrias se gerênciam as cobranças
dos clientes e se contabilizam todos os movimentos bancários,
se pagam aos fornecedores, da mesma maneira que se contabiliza
e paga o informe de gastos de um empregado de DuPont na Alemanha
ou se capitaliza uma máquina na Suíça que
se utiliza no departamento de I+D do laboratório de Meyrin.
Tudo isso implica o uso de sistemas informáticos muito avançados
que processam todas as transacções da forma mais
eficiente em termos de custo e qualidade.
O centro segue
a expansão da sua oferta de serviços,
que nalguns casos, compreendem também outros continentes
como a Ásia e a América (Estados Unidos), como no
caso da Tesouraria, onde, desde Astúrias existe um serviço à América
e à Ásia de gerência de empréstimos
Intercompanhias, Inversões, Previsão de Caixa ...
Desta maneira se acaba de completar com um êxito grande a
centralização do grupo de contabilidade de Capital
Fixo dos Estados Unidos assim como se espera finalizar, até ao
fim do primeiro trimestre de 2004 a centralização
de Contas a Receber dos Estados Unidos.
Na totalidade
uma equipe de quase duzentas pessoas, de nacionalidades e de
formação distintas compõem o Centro de
Serviços Financeiros. No futuro esperamos seguir a contratar
pessoal para este Centro de Serviços, do que já sairam
multidão de profissionais que estão a desenvolver
as suas carreiras em centros de trabalho distintos da companhia
em todo o mundo.
1.1.6.CENTRO
EUROPEU DE RECURSOS HUMANOS
No ano 2001
e depois do êxito do projeto do Centro Europeu
de Serviços Financeiros, DuPont decidiu controlar desde
Astúrias os seus processos transacionais relacionados com
a gerência de recursos humanos. A centralização
de serviços transnacionais de Recursos Humanos começou
em 2002 e se completou para todos os países europeus ao
fim de 2003.
Todos os processos relacionados com gerência de nóminas,
compensação e benefícios, coordinação
de pessoal transferido, treino e desenvolvimento, contratação
e administração de pessoal se realizam desde um Centro
de Serviço cujo quadro de pessoal supera a centena de pessoas,
principalmente licenciados universitários que dominam várias
línguas.
Prémio
DuPont da ciência

©
Março 2004
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