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No princípio
de Janeiro do ano 1800, a família Du Pont desembarcou em Newport,
Rhode Island (Estados Unidos), procedente de França a bordo do
navio American Eagle. Os Du Pont chegaram à América
para fugir do caos que continuou depois da Revolução francesa.
A sua intenção era fundar uma colonia agrícola onde
outros imigrantes franceses pudessem estabelecer-se e viver comodamente
e em paz. Para isso contavam com quatro milhões de francos que
lhes tinham sido entregues por vários investidores franceses.
Estando já
nos Estados Unidos, numerosos obstáculos impediram-lhes
realizar o seu projecto inicial. No entanto, um dia, Eleuthère
Irénée, filho de Pierre Samuel Du Pont, o patriarca
da família, comprovou a má qualidade da
pólvora americana, quando foi convidado para uma caçada
e a sua espingarda falhou várias vezes. Os ingleses tinham
o monopólio da pólvora de boa qualidade.
Eleuthère
tinha estudado e trabalhado com Lavoisier e conhecia
perfeitamente os segredos do fabrico da pólvora.
Eleuthère meteu mãos à obra e começou a produzir
pólvora. O próprio presidente da nação, Thomas
Jefferson, escreveu pessoalmente à família para os felicitar
pela qualidade da sua pólvora. Em 1802 fundou-se a companhia,
com um capital inicial de 36.000 dólares americanos e começou
a construção da fábrica num terreno de quarenta
hectares situado no Estado de Delaware, cerca de Wilmington.
Desde
o princípio, a segurança foi de importância vital para os Du Pont.
A família Du Pont vivia na fábrica compartindo
os perigos com os seus empregados e tinham uma norma de ouro: Nenhum
empregado entrará num moinho novo ou reconstruído, sem que
algum membro da família ou da direcção tenha
aprovado pessoalmente o seu funcionamento». Por outro lado,
a pólvora DuPont não se usava só com finalidades
bélicas, mas também foi muito útil para a
construção do caminho-de-ferro, a abertura de minas, a desarborização
de bosques para a agricultura e outras aplicações.
A
pólvora preta foi, durante os primeiros trinta anos
de existência da companhia, o único produto
da DuPont, mas em 1832, a produção começou-se a diversificar
com o nitrato potássico refinado, o ácido pirolenhoso
e a creosota. Em 1899, a companhia deve fazer frente
aos novos desafios do mercado, pelo que se converte numa corporação
e melhora continuamente os seus produtos graças a um trabalho
de investigação feito com consciência.
A
corporação recém creada construiu, em Gibbstown, Nova Jersey,
o Eastern Laboratory, um dos primeiros laboratórios de investigação
industrial dos Estados Unidos.
Com
o nascimento da indústria automóvel aparecem novas
tecnologias e produtos. A DuPont compra negócios velhos
para fabricar produtos novos, como soluções de nitrocelulose,
lacas ou tecidos plastificados. Nessa época a companhia
apontou para o campo da química. O ano 1903 marca
uma referência fundamental na história da investigação e
do desenvolvimento da companhia: cria-se a Estação
Experimental de Gibbstown, nos arredores de Wilmington, onde se
começa a investigação das fibras sintéticas.
Em
1906, perante a crescente diversificação, a DuPont adoptou
o seu característico óvalo como emblema da imagem
corporativa, para unificar e distinguir os seus produtos. Começa
nesta época a sua expansão mundial. A participações e as
acções da DuPont começam a cotizar na Bolsa de Nova Iorque e um pouco mais
tarde na de São Francisco.
Nos
anos vinte, a DuPont aproveitou ao máximo as oportunidades
de diversificação. Quando começou a primeira guerra mundial,
a companhia converteu-se no fornecedor principal
de explosivos para as forças aliadas. No entanto, o departamento
de Desenvolvimento da DuPont tinha a responsabilidade de investigar e
descobrir produtos que se pudessem continuar a fabricar
quando a guerra acabasse. Por esse motivo, iniciou-se um programa
de investigação sobre pinturas, para encher o oco
que a guerra tinha deixado no mercado.
A
expansão foi imparável. DuPont estabeleceu-se em Londres e
também no Brasil. Nesta época, a companhia criou
pela primeira vez, um programa de revisão médica
para os empregadose e em 1926, estabeleceu um progra ma
de investigação fundamental, na sua Estação Experimental
de Wilmington, Delaware, que alberga a maior comunidade científica
do mundo e à qual se devem o descobrimento
de polímeros artificiais como por exemplo, o neopreno e o nylon.
A
aquisição de novas companhias químicas
é incessante. Em 1929, a DuPont China abriu um escritório no Japão
e não demorou muito a chegar à Argentina. Como sendo outro
sucesso da investigação científica, a companhia
anunciou a invenção de um aparelho para a tensão
do fio para o rayon de alta resistência. Em 1930, criou
-se o primeiro polímero fibrógeno sintético,
que foi um precursor do nylon. Um ano mais tarde
anunciou-se o descobrimento do primeiro caucho sintético, o
neopreno.
A
melhoria e a criação de produtos novos como a celulose,
os pigmentos, os repelentes de água para os têxteis ou as resinas
seguiram um caminho rápido. Em 1938 anunciou-se o Nylon®, que
se aplicou pela primeira vez para escovas de dentes.
O
esforço de investigação começou a dar frutos e traduziu-se
em aplicações práticas. Roy Plunkett descobriu o teflon,
(resinas de tetrafluoretileno). Em 1939 foram postas à venda para o público
as primeiras meias antideslizantes de nylon.
Na
década dos anos quarenta não pararam de se anunciar produtos novos.
As instalações da Estação Experimental de Wilmington
começaram a ser pequenas e foram ampliadas em 1951. Os anos
sessenta são anos de expansão e melhoria contínua,
nos quais o emblema de óvalo da companhia chegou a lugares
remotos do planeta. A DuPont ampliou-se até ao Canadá, América
do Sul, Irlanda, Inglaterra, França, Países Baixos, Alemanha,
Noruega, Itália, Espanha e zonas do Pacífico, Japão,
Coreia, Singapura, Indonésia, Índia, Malásia, Austrália, Nova Zelândia
e China. Em 1961 fundou-se em Genebra uma grande sede administrativa,
a DuPont de Nemours International, S.A.
Os trabalhos de investigação começam a dar resultados e lançaram-se ao mercado uma infinidade de produtos novos. Em 1974, a DuPont faz a sua entrada na área dos serviços, como o da conservação de energia e outros assuntos de consultoria. Entre 1980 e 1990 começou uma década de grandes mudanças na organização, reconhecimento de empregados com méritos e consolidação de uma identidade corporativa. Em 1981 abriu-se uma nova sucursal de vendas em Espanha, a DuPont Ibérica
Como consequência
dos acontecimentos durante a crise do petróleo, a DuPont
adquiriu a Companhia petrolífera Conoco (Continental
Oil). A fusão DuPont-Conoco contribuiu com grandes benefícios para a
Europa, Oriente Médio e Ásia-Pacífico. Durante estes anos
abriram-se múltiplas plantas, a Conoco anunciou a produção
de petróleo no Mar do Norte e introduziram-se produtos novos
no campo da óptica, celulóide, herbicidas, fibras,
etc.
Em
1987 o empregado reformado Charles J. Pederson, que tinha
desfrutado de uma longa e distinguida carreira de investigação
recebeu o prémio Nobel. Um ano mais tarde, celebrou-se
o 50º aniversário da primeira fábrica de Nylon.
Nos
anos noventa, a DuPont é agente activo de numerosas mudanças
que revolucionaram as nossas vidas, (a fibra óptica, os
telefones móveis, as viagens espaciais...), introduziu
métodos modernos de gestão participativa e trabalho
em equipa, põe em prática políticas
de qualidade e segurança sólidas, e compromete-se honestamente a fabricar produtos
que respeituosos o meio ambiente para colaborar num desenvolvimento
sustentável. Estes factos traduzem-se em benefícios, em liderança
industrial e tecnológica e prestígio internacional.
A DuPont
como organização, contínua a reconhecer os pontos
de vista dos seus fundadores, criando, fabricando e comercializando
produtos de alta qualidade, sem esquecer a segurança dos seus empregados,
a protecção meio ambiental e a atenção aos seus clientes. Estes
valores fundamentais misturaram-se todos e constituem a base
da cultura da DuPont, valores estes que também se reflectem
na cultura da DuPont Ibérica.
A
companhia abastece clientes de praticamente
todos os sectores industriais: a indústria aeroespacial, a têxtil,
a automobilística, a construção, a electrónica,
a energia e o combustível, as artes gráficas, a
sanidade, o empacotado e a refrigeração e oferece uma
ampla gama de produtos químicos industriais intermédios.
Ademais, actualmente a DuPont é um dos líderes em investigação
científica com um orçamento para a investigação que
supera os mil milhões de dólares anuais.
Hoje
em dia, a DuPont é uma companhia diversificada
de produtos químicos, energéticos e especializados
com uma importante tradição investigadora. A companhia
está comprometida no desenvolvimento e na investigação
contínuos, com a finalidade de encontrar novas formas para melhorar a qualidade
de vida dos habitantes de todo o mundo.
Prémio
DuPont da ciência

©
Maio 2002
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